Operação contra garimpo ilegal na Amazônia é concluída com mais de 30 estruturas apreendidas e inutilizadas

Operação ocorreu na Estação Ecológica Juami-Japurá, entre os dias 5 e 15 de abril. Divulgação/PF A Operação Yuruparí, voltada ao combate de atividade...

Operação contra garimpo ilegal na Amazônia é concluída com mais de 30 estruturas apreendidas e inutilizadas
Operação contra garimpo ilegal na Amazônia é concluída com mais de 30 estruturas apreendidas e inutilizadas (Foto: Reprodução)

Operação ocorreu na Estação Ecológica Juami-Japurá, entre os dias 5 e 15 de abril. Divulgação/PF A Operação Yuruparí, voltada ao combate de atividades de garimpo ilegal na Amazônia, foi concluída nesta quarta-feira (15), com mais de 30 estruturas utilizadas para a exploração ilegal de recursos naturais apreendidas e inutilizadas. A ação ocorreu na Estação Ecológica Juami-Japurá, no município de Japurá. Deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a operação teve início no dia 5 de abril e contou com a atuação de equipes especializadas, além do uso de meios logísticos fluviais. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, foram inutilizadas e apreendidas: 18 dragas; 12 rebocadores e 6 balsas. De acordo com a Polícia Federal, toda a ação seguiu os critérios previstos em normativos ambientais. Até a atualização mais recente desta reportagem, a Polícia Federal não divulgou se houve prisões, nem detalhes sobre como ocorreram as apreensões. Operações no AM destruíram 375 estruturas e fizeram garimpo ilegal perder mais de R$ 1 bilhão Estrutura usada por garimpeiros ilegais é destruída em ação da Polícia Federal no Amazonas. Divulgação/PF Ação ocorre em meio a avanço de facções no garimpo Dados reunidos no estudo Cartografias da Violência na Amazônia 2025, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, indicam que facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passaram a tratar crimes ambientais como fonte estratégica de financiamento, lavagem de dinheiro, domínio regional e parte da engrenagem de poder. Pelo menos três municípios já têm atuação de facções com foco em crimes ambientais, segundo o estudo: Humaitá, Lábrea e Manicoré. De acordo com especialistas, as facções têm feito uso do garimpo como esconderijo de criminosos foragidos da Justiça, além do compartilhamento do sistema logístico do garimpo ilegal pelo narcotráfico. No 'sistema híbrido', drogas, ouro, madeira e armas circulam pelas mesmas rotas, utilizando a mesma infraestrutura. Segundo informações apuradas pelo g1, o ouro ilegal extraído dos garimpos, tornou-se a principal moeda utilizada por facções criminosas para financiar a compra de pasta-base de cocaína no Peru e na Colômbia. Investigações mostram que o narcotráfico está diretamente ligado a um portfólio de crimes ambientais que servem tanto para gerar recursos quanto para lavar o dinheiro. Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas