Cupuaçu com pitaya, chocolate branco com geleia, pistache e pudim: conheça os sabores 'diferentões' de licor

Conheça os sabores 'diferentões' de licores vendidos na Bahia O gosto conhecido e aprovado dos licores tradicionais já garantiu o coração dos baianos duran...

Cupuaçu com pitaya, chocolate branco com geleia, pistache e pudim: conheça os sabores 'diferentões' de licor
Cupuaçu com pitaya, chocolate branco com geleia, pistache e pudim: conheça os sabores 'diferentões' de licor (Foto: Reprodução)

Conheça os sabores 'diferentões' de licores vendidos na Bahia O gosto conhecido e aprovado dos licores tradicionais já garantiu o coração dos baianos durante os festejos juninos, mas é pelo inusitado que os sabores "diferentões" acabam ganhando destaque entre o público. Mais complexas a cada ano, as receitas despertam a curiosidade e muitas vezes acabam fixas nos cardápios das empresas que produzem a bebida típica desta época do ano. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Para 2026, não é diferente. Às vésperas das festas e em meio aos preparativos para a Copa do Mundo, quando o consumo tende a crescer devido ao apelo da torcida pela Seleção, muitas marcas já fizeram suas apostas. Cupuaçu com pitaya, chocolate branco com geleia de maracujá, pistache, Ninho com frutas vermelhas e pudim são alguns dos sabores que se destacam entre as opções oferecidas no estado. Para o consumidor, novas possibilidades, mas, para os produtores, essas opções representam uma aposta arriscada, que pode ou não dar certo. Confira os sabores 'diferentões' de licor vendidos na Bahia Divulgação Em contato com algumas das principais marcas em comercialização, o g1 apurou as fases que o processo de criação do licor passa até chegar à venda. 💡 A primeira dessas etapas é a formulação da ideia do que preparar e como. O licor pode ser cremoso ou não, ser livre de lactose e até não ter álcool — o que pode soar estranho. 🍶 O próximo passo é o teste, que determina, entre outras coisas, o período de validade da bebida. E, para a maioria dos produtores, a avaliação começa na família e pode contar também com a participação dos clientes mais próximos. "Só depois de passar pela família e amigos que esse licor vai para uma análise do Ministério da Agricultura. Após esse teste e o registro do licor, é que a gente consegue lançar esse sabor", contou Vanessa Taís, representante do licor Arraiá do Quiabo. Natural da cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, região de onde saem a maioria dos licores do estado, a marca tem um sabor que está em processo de testes desde a temporada do ano passado e não deve sair ainda neste mês, conforme destacou a representante. Licor Arraiá do Quiabo é vendido na Bahia Reprodução/Redes Sociais Já para se manter no cardápio, o quesito determinante é a venda, conforme destacou o nutricionista e empresário Fabio Alves, responsável pela marca SeuZé e Bonita Licor Artesanal, de Salvador. "A avaliação é realmente da demanda de venda. No primeiro ano, eu acabo não tirando totalmente do cardápio, porque os clientes também mudam de um ano para o outro. Eu faço um teste de pelo menos dois anos para saber se as pessoas gostaram mesmo ou não". É importante ressaltar também que o processo de produção requer paciência, porque, para além da espera pelo sucesso dos novos sabores, existem ainda as dificuldades para preparação. "O que dá mais trabalho [para produzir] aqui é o de milho verde, porque a gente tem que descascar, debulhar, cozinhar, triturar, peneirar e depois fazer o processo de fazer o licor em si. É um senhor trabalho", pontuou Rosivaldo Pinto, que herdou e administra com o filho o licor Roque Pinto, também de Cachoeira. Licor Roque Pinto vendido na Bahia Divulgação Tudo isso é levado em conta quando são estipulados os valores dos licores. Neste ano, conforme levantamento feito pelo g1, o litro varia entre R$ 18 e R$ 50 nas principais fábricas. Vale destacar ainda que as vendas acontecem durante todo o ano, mas é no mês de junho que elas "decolam" nos gráficos. E a expectativa para 2026 segue positiva. "As vendas deste ano estão ótimas. A expectativa é zerar o estoque, que já está no final. E já pensando no ano que vem", pontuou Fabio Alves. LEIA MAIS: Com prêmio internacional, bebida à base de mel de cacau surge da vontade de 'ensinar brasileiro a beber licor como europeu' Família eleva tradição junina com licor que sai da torneira em casa no interior da Bahia Fruta-pão, araçá, guaco e biribiri: freiras de Salvador produzem licores com sabores inusitados para festejos juninos Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻