CFM lança plataforma Medicina Segura para registro de danos causados por não médicos

CFM lança plataforma pra ajudar a identificar e punir falsos médicos Nesta semana o CFM lançou a plataforma Medicina Segura para ajudar a investigar e punir ...

CFM lança plataforma Medicina Segura para registro de danos causados por não médicos
CFM lança plataforma Medicina Segura para registro de danos causados por não médicos (Foto: Reprodução)

CFM lança plataforma pra ajudar a identificar e punir falsos médicos Nesta semana o CFM lançou a plataforma Medicina Segura para ajudar a investigar e punir práticas ilegais e irrregulares de falsos médicos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em São Paulo, nesta terça-feira, a polícia prendeu um dos dois suspeitos de se passarem por médicos em um hospital na Zona Leste da cidade. De acordo com os investigadores, em dois anos, eles realizaram dois mil atendimentos e causaram nove mortes. No Rio de Janeiro, Eloah ficou com sequelas depois de um procedimento realizado em um consultório de odontologia. A dentista foi denunciada pelo Ministério Público, pois a cirurgia estava fora das habilidades da profissão. "Eu me olho no espelho, eu não me reconheço. O prejuízo emocional é o pior. E físico. Eu não abro a minha boca, então pra eu falar, pra me expressar, tenho limitações. Tenho limitações físicas aqui na minha mandíbula, isso aqui tá solto", desabafou Eloah. A partir de agora, o médico que atender um paciente com lesões provocadas por falso médico ou profissional não especialista será obrigado a fazer o registro no sistema criado pelo CFM. A plataforma Medicina Segura só pode ser acessada por médicos devidamente certificados. O profissional deverá informar os dados do paciente prejudicado, do responsável pelo procedimento — seja um médico sem especialização, um falso médico ou um profissional de outra área da saúde — e o local do atendimento. Depois, é feita uma descrição do quadro clínico, do procedimento e dos produtos utilizados, além das sequelas apresentadas. O registro deve ser acompanhado de laudos, imagens, cópias de receitas irregulares e contratos de prestação de serviços. O sistema envia o dossiê para o Conselho Regional de Medicina (CRM) no estado onde o caso ocorreu, e as provas são encaminhadas automaticamente ao Ministério Público e à Polícia. O objetivo central é monitorar e acelerar punições contra o exercício ilegal da medicina. Em 12 anos, o CFM identificou mais 9.566 casos graves que resultaram em lesões irreversíveis. O conselho já reuniu um dossiê com relatos de dezenas de pacientes, sendo a maioria vítimas de procedimentos estéticos. José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM, faz um alerta sobre a busca por esses serviços: "Primeiro, para verificar se esse profissional é médico, entre no site do Conselho Federal de Medicina. Para saber se esse profissional médico ele tem qualificação para atender essa paciente, ele procura se ele tem registro de qualificação de especialidade. Se ele não tiver enquadrado, pode sair de perto que esse profissional não está preparado para atender este paciente." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional